segunda-feira, 19 de abril de 2010

Luan conhece Diana e Letícia

Quando Diana viu aquele menino pendurado no tecido e virando cambalhotas, não teve dúvidas: só podia ser o Luan!
O Fernando já tinha contado as histórias do primo Luan, suas acrobacias e seu jeito animado de sempre inventar novas brincadeiras que deixavam os adultos de cabelo em pé.
Luan estava balançando no tecido de circo que tinha na casa da Drinda e nem notou a presença de Diana que observava tudo, quietinha no seu canto ao lado da lareira.
Mas isso não durou muito tempo, quando menos esperava, Diana já estava de ponta cabeça nas mãos de Luan que perguntava tudo, mexia na flor, nas orelhas, na sainha da coelha. Cintita e Drinda correram e salvaram Diana do pior.
Luan gostou de saber da coelhada e já quis conhecer Letícia também. Letícia estava calma e tranquila em seu balanço, quando o menino chegou chacoalhando tudo o que provocou um susto enorme na coelhinha.
Há males que vem pra bem. Naquela mesma noite, os filhotes de Letícia, que estavam preguiçosos e custavam a nascer, resolveram sair do barrigão pra conhecer esse nosso mundão de Jesus Cristo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Letícia percebe que tem muitos bebês na barriga

De lá de seu balanço/trapézio florido, Letícia observava o movimento da sala lilás: a Yoga e as orações de Drinda, os acordes da guitarra de Lírio, os poemas e as discussões filosóficas brotando dos livros da estante e as histórias de viagens e passeios das bolsas e dos sapatos que moravam nos cestos de fibra de bambú, o farfalhar das folhas de bananeira e do eucalipto ornamental, os "causos" dos pássaros que passavam do lado de fora da janela e a algazarra dos ratos do campo que moravam no forro.
No meio da tanto acontecimento Letícia nem notara que sua barriguinha estava crescendo, foi numa manhã em que o sol pintava de dourado as folhas do pau-brasil, que Letícia percebeu um movimento engraçado em sua barriga e aí olhou e viu que estava com um barrigão bem estufado!
"Que emoção! Tem um monte de coelhinhos aqui dentro!"
De lá de baixo Diana ouviu o grito de alegria de sua nora e ficou muito feliz também,
a família aumentava, Botelho iria ter uma bela supresa quando voltasse do Alaska!

Remanso reencontra Fernando

Depois da temporada de Páscoa no Sebo Dr. Anselmo, os coelhos retornaram para o Jardim do Lago.
Diana e Letícia foram pra casa da Drinda e Remanso voltou para a chácara de Fernando.
Fernando sorriu feliz ao reencontrar seu amigo coelho e Remanso suspirou de satisfação ao entrar naquela casa tão querida onde tinha nascido e crescido.
O coelho ficou admirado ao ver que Fernando já sabia rolar para um lado e para outro e que já estava pegando as coisas que queria.
"Os humanos demoram para crescer, mas quando começam a fazer coisas, fazem muito bem!" pensou admirado o trapezista.
Remanso contou para Fernando os detalhes de sua estada no Sebo, as pessoas que passaram diante da vitrine, os estudantes do Zurita, as senhoras católicas, os pagodeiros do Saito, a galera do Clube Ararense, os frequentadores da Igreja Presbiteriana, os compradores do Supermercado Tiradentes, os undergrounds do Lemão, e tudo o mais.
Remanso era um coelho caipira e estava contente por ter voltado à roça.
Já Letícia, apesar de suas origens provençais, gostava de arte e música e quis ficar na casa da Drinda lá no quarto dos ensaios de Drinda e Lírio. Era um quarto de orações, músicas e leituras de poemas, tudo que Letícia amava!
Já Diana, preferiu ficar na sala onde as crianças brincavam no tecido, corriam, pulavam e assistiam tv. Ela se instalou na mesinha ao lado da lareira, de onde podia olhar o lado de fora através dos janelões de vidro. Diana não conseguia viver longe de plantas e crianças e ali o Nick recebia sempre seus amigos: Pavan, Mioxo, Bibi, Pinton, Turati, Adinan, Sciamarillo e até os primos Caio e Luan quando vinham da praia.
Botelho continuava viajando e Diana esperava com paciência.
O sol voltara a brilhar no Jardim do Lago com o retorno da coelhada.