Uma outra vez que Fernando passeava na praça com seus pais de carrinho,
Diana foi rápida e entrou na parte de baixo, se escondendo no meio do cobertorzinho e do babador do amigo.
Foi assim que ela chegou até a chácara que tinha uma bandeira do Brasil pintada no portão.
Ficou quietinha no meio de uma árvore alta, pois os cães amigos de Fernando não gostavam muito de coelhos. Quando os cães foram dormir depois de terem comido bastante, Diana saiu e ficou esperando o Fernando aparecer em seu carrinho de bebê.
Não demorou muito, lá estava ele com sua mãe, passeando sob as árvores da chácara.
O telefone tocou, sua mãe se distraiu e Fernando aproveitou pra mostrar pra Diana o buraco do tatú.
Tatú gandú, que se intitulava Gurú
mas na verdade era um Brucutú
Cabeça dura
de teimoso
de burroso
vivia dando cabeçadas e se metendo em ciladas.
Foi só o Fernando mostrar que o Tatú já colocou o nariz pra fora.
Viu que tinha visita no pedaço e já quis se exibir.
Fernando ficava muito bravo quando Tatú Gandú fazia isso.
Deu umas piruetas no ar.
Correu em volta do próprio rabo umas sete vezes,
ficou tonto
e caiu de lado no chão.
Diana ria muito e Fernando chorava.
Ele não gostava que ninguém se machucasse,
até mesmo aquele bobo do TAtú, que
apesar de tudo
era seu amigo de chácara.
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