Remanso nunca tinha saído da Chácara do portão brasileiro e ficou encantado com tudo que via pelo caminho: a brasília amarela do sr. Oscar, o muro cinza do Heraldo, por onde seu pai Botelho passava toda noite quando estava por aquela bandas, o boiadeiro e sua boiada pastando na área verde, o bambuzal do Tcholo, a primavera do Santa Mônica, a árvore grandona do Picão Denardi, os arbustos da Duraferro, os aviões pousando no campo de aviação, o canavial da direita e tudo mais...
A cidade então, era uma surpresa atrás da outra!
Adorou o lago e seus patos e jurou que um dia voltava pra conhecer melhor aquele lugar maravilhoso.
Chegaram ao Teatro Estadual e foram entrando pela entrada dos artistas, na lateral de frente pro Estacionamento do Marquinho.
Ao chegar no palco, onde todos os artistas aguardavam sua vez para ensaiar, Remanso foi acometido por uma espécie de paralisia. Parecia que o tempo tinha parado, não conseguia pensar e tampouco falar, tamanha era a belezia do que via.
Lá no alto, sentada em um balanço adornado por flores do campo estava a coelha mais linda que existia no mundo: Letícia, a bailarina francesa trapezista.
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