quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Nino, o bezerro menino - parte 3: Os tristes tempos do avô de Nino

Nino era um bezerro feliz, tinha nascido ali mesmo, na Escola da Roça e todos os momentos da sua infância tinham sido bons. Já seu avô não podia dizer o mesmo. Ele tinha nascido em tempo antigos, quando os humanos se alimentavam de animais, na época em que os devastadores de florestas e criadores de animais confinados e seus colegas de compra e venda de carnes diziam que a carne de animais era importantíssima para a saúde dos humanos. Nunca se adoeceu tanto como naqueles tempos. Os animais eram confinados em estábulos ou em pastos cercados, comendo ração e capim, esperando a hora de tudo aquilo acabar. Eram tempos tristes para os animais. Os humanos achavam que diversão era assar carnes em churrascos e que refeição só seria boa com um bom bife no prato. O avô de Nino tinha sido salvo por um grupo de estudantes vegetarianos, que o libertaram do cativeiro e o levaram para as terras onde depois seria criada a Escola da Roça. Talvez tenha sido devido a essas históras do avô que Nino demonstrava um certo desconforto com cercas, alambrados, muros e paredes. Isso tudo causava uma aflição muito grande no coração grande de nosso amigo bezerro. Mas esse problemas de aflição com cercas era muito fácil de resolver, pois na Escola da Roça não haviam cercas ou muros, tudo era aberto e as pessoas e animais podiam circular livremente por todo canto, além disso, a escola era tão grande que tinha até uma montanha e um vale dentro dela! Quando a aflição vinha, Nino corria, livre pelas colinas verdes cobertas de florzinhas amarelas, sentindo o ar fresco entrar pelas suas narinas rosadas e tudo ficava bem de novo!

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