Diana é uma coelha bacana, que tem cara de banana e gosta de chupar cana. Neste blog você irá acompanhar as principais as aventuras de nossa amiga coelha e de outros animais e personagens. São histórias coti-Dianas! espero que goste da nossa querida que sempre segura sua margarida!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
VIGIA, O VIRGÍLIO
Vigia era apenas um filhote, quando caiu do ninho no chão do trabalho do Reto, que o encontrou meio desfalecido. O ninho estava desfeito, Reto pensou que talvez algum acidente pudesse ter ocorrido pra mãe abandonar assim o filhote e, se compadecendo da pequena ave, sem lenço, sem documento, sem ninho, nem lar, levou-o para a República Morritos numa manhã de dezembro de um ano seco, sem chuvas.
Os meninos se revezavam nos cuidados com o pombinho, mas quando eles dormiam, Vigia, o Virgílio, vigiava, virgiliava do verbo virgiliar, estar em estado de virgilia, acordado, alerta, atento e leal. Quando eles acordavam, Virgilio, ops, Vigia, podia dormir (mas nem por isso passava a se chamar Dormilio).
Mas ele não estava satisfeito. Ele queria vigiar mais, muito mais, o tempo todo, por toda a parte. Queria estar perto de cada menino na rua, na UNESP, nas cidades onde eles partiriam de férias. Vigia achou que seu pequeno corpo de pássaro o estava limitando e matutava uma solução.
O Natal chegaria e, apesar de ter ganho uma linda touca típica xadrez, Vigia suspirava. Pensava que com o Natal viria a separação. Como faria Virgilio Vigia da Silva para virgiliar cada um dos meninos, sendo que eles moravam em lugares tão diferentes? Mesmo os ubatubanos, cada um num ponto da cidade...
Foi quando passou um anjo. Sabemos muito bem que os anjos ouvem nossos pensamentos e não foi diferente com nosso amigo pombo: o anjo ouviu Vigia e propôs uma solução: sob o pretexto de um atropelamento, ele abandonaria seu corpo de penas e passaria a pertencer ao mundo dos “Pássaros Eternos Protetores dos Unespianos” que era composto por todos os pássaros que já tinham sido cuidados pelos alunos da universidade.
A primeira tentativa foi mal sucedida... Certo dia, enquanto Txão dormia, Vigia foi passo a passo até chegar no meio fio, na esperança de ser atropelado.
Txão acordou e notou que o pequeno pombo não estava mais lá. Acostumado a resgatar seus cães que adoravam fugir, ainda tonto de sono, fez o que lhe parecia óbvio: pegou as chaves do carro e arrancou em disparada procurando Vigia, o Virgilio pelas calçadas do bairro indo e vindo pelos entornos da 32 A.
Quando retornou à casa, desanimado e derrotado pela empreitada sem sucesso, encontrou Vigia sentadinho no vão da sarjeta, exatamente no local onde Txão havia deixado o carro estacionado. Txão respirou aliviado dando graças por não ter atropelado Vigia e o pássaro lamentava não ter conseguido ser atropelado e se deixou levar por Txão para o interior da casa.
O anjo voltou e, juntos pensaram em uma outra solução: o anjo convocaria uns colegas bons de teletransporte e, sob o pretexto de uma infecção na patinha direita, aceleraram a passagem de Vigia para o mundo dos invisíveis.
Os meninos não entenderam no início e ficaram muito triste, mas depois dormiram, sonharam com Vigia e entenderam tudo e ainda hoje, quando percebem uma pena cinza voando, do nada, no ar eles sorriem sabendo que é o Passaranjo Vigia, que vigilante, virgilianamente, acabou de passar!!!
(Homenagem aos meninos da República Morritos da Unesp de Rio Claro e ao pombo Vigia, o Virgílio)
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