Diana é uma coelha bacana, que tem cara de banana e gosta de chupar cana. Neste blog você irá acompanhar as principais as aventuras de nossa amiga coelha e de outros animais e personagens. São histórias coti-Dianas! espero que goste da nossa querida que sempre segura sua margarida!
sábado, 20 de dezembro de 2014
LEÃO E A TARTARUGA Autores: Flávia e Rafael Fabrício Guilherme e Luis Felipe Russo Bernadete e Maria Eliza de Oliveira Onório Natan Corrocher Gaino Yannick Païssé Redação e floreios: Adriana Dezotti Fernandes
Era uma vez um leão muito bonzinho que se chamava Jujuba.
Ele vivia feliz numa enorme montanha que ficava ao lado de uma selva.
Adorava ficar no alto mais alto da montanha, sentindo o vento balançar sua juba.
Jujuba olhava as copas das árvores por cima, era como se fosse um tapete crespo, verde, que era a mistura de muitos tons de verde.
Ele sentia o cheiro da selva, um cheiro que era uma mistura de muitos cheiros.
Ele ouvia os sons da selva, um som que era a mistura de muitos sons.
Um dia, ele resolveu descer da montanha e entrar no meio da selva para conhecer, olhar, cheirar, ouvir, queria tocar cada verde, cada cheiro, cada som.
***********
Acordou bem cedo, respirou profundamente o ar da montanha, penteou sua juba fazendo nela trancinhas de "rastafári" para não se enroscar nas plantas, se alimentou bem para não ficar fraco no caminho e se embrenhou na tão sonhada selva.
Descobriu que por baixo daquele tapete crespo de vários tons de verde, tinham várias árvores, umas com troncos enormes, outras com troncos fininhos, umas altas, outras baixas feito arbustos, tinha umas lisas de um tronco claro verde esbranquiçado, outras com troncos rugosos de um marrom escuro e tão grandes que levava um tempo para dar a volta toda nela.
Conheceu orquídeas de várias espécies, cores e tamanhos, florzinhas coloridas rasteiras, arbustos com frutinhas vermelhas azedinhas que faziam sua bocona de leão salivar até o pescoço formigar.
Ouviu o canto de cada pássaro colorido que por ali passava e viu a variedade de cores que compunham suas penas, eram pássaros lindos e delicados que ele só tinha visto de longe, lá do alto de sua montanha.
Percebeu que o som da cachoeira grande, era diferente do som do córrego transparente, cheio de peixes coloridos e pedrinhas redondas no fundo. Sentiu o cheiro das samambaias que se fixam nas pedras ao lado das quedas d'água e o doce aroma dos lírios brancos, em fila nos trechos enlameados.
Tocou cada folha, cada pedra, cada planta que surgia em seu caminho até que se sentiu cansado e resolveu se sentar numa pedra diferente com uns desenhos malucos meio amarelados.
De repente, a pedra deu uma mexida e ele ouviu uma voz, vinda de baixo:
- Ai que peso, que calor, o que é que está acontecendo?
- Ai meu Deus, cruz-credo, que pedra estranha, Primeiro mexeu e depois parou, e agora falou, o que será que está acontecendo? - exclamou, apavorado o Leão, levantando-se num pulo.
- Dá licença, seu moço, mas é que eu não sou banquinho não, meu nome é Lili, a tartaruga que não ri.
- Oi, eu sou o Leão Jujuba e posso saber porque você não ri?
- É que eu não tenho amigos e uma pessoa sem amigos é uma pessoa infeliz, você não sabia não?
- Para falar bem a verdade, eu não sabia, não tenho amigos mas nunca tive, então não sei muito bem o que é tê-los. Mas se você quiser, podemos ser amigos, assim eu descubro como é que é e você começa a rir.
A tartaruga deu uma gargalhada, adorando a idéia de ensinar ao leão o valor da amizade e, de quebra, ganhar um amigão daqueles.
Foram andando, falando, tagarelando, contando histórias da vida de cada um quando de repente se depararam com uma enorme teia de aranha que barrava o caminho. No centro dela tinha uma aranhona preta peludona com cara de brava, aprisionando vários insetos em sua teia.
A tartaruga não foi com a cara da aranha, achou que não era justo ter feito uma teia daquelas bem no meio do caminho e além de tudo ela tinha pego muito mais insetos do que poderia comer. E foi aí que teve a idéia:
- Jujuba, vamos mostrar a essa peludona que tudo tem limite! Vou entrar dentro do casco e você me joga feito bola bem no meio da teia.
O leão, que também não tinha gostado nada daquela chatonenga, adorou a idéia e, assim que a tartaruga terminou de recolher a cabeça, o rabo e as patas prá dentro do casco, ele a arremessou com toda a força contra a teia gigante que se desfez, libertando os insetos presos e abrindo passagem pela trilha.
Jujuba passou mais do que depressa e foi logo procurar Lili, que estava caída de costas no meio de um arbusto.
- Jujuba, me desvira, socorro! - ela já estava com as patinhas e a cabeça de fora e, como toda tartaruga, não conseguia se desvirar sozinha.
- Amigo é prá essas coisas! - exclamou, feliz o leão, descobrindo o quanto era gostoso ter um amigo, ou, no caso, uma amiga.
E lá se foram eles pelo caminho, enquanto uma chuvinha fina começava a cair.
Chegaram na beira de um rio e a chuva estava cada vez mais forte.
Foi aí que viram uma caverna do outro lado do rio e resolveram atravassá-lo para poder se abrigar na caverna até a chuva passar.
- Eu sou forte - disse o leão - posso nadar com um braço só e te segurar com o outro.
Doce ilusão, a chuva engrossou de vez, a correnteza aumentou e foi a tartaruga que teve que virar bola e servir de bóia para Jujuba se apoiar e não se afogar.
Finalmente chegaram na outra margem e se abrigaram no aconchego da caverna, no meio de umas folhas secas e:
- Ôpa! O que é que é isso no meio das folhas? - perguntou, assustado o Leão.
- Ssssssou eu, Sssssabrina, a cobra gente fina.
- Oi Sabrina, eu sou Lili e ele é o Jujuba, você quer ser nossa amiga?
- Quero sim, e para provar minha amizade, vou busssscar para vocêsssss umasssss frutassssss deliciosassss que ficam lá no alto de uma árvore.
Saiu rapidinho, no meio da chuva que já tinha acalmado e estava fininha de novo e voltou com umas mangas que tinham um cheiro tão bom que o estômago de nossos amigos até roncou de fome.
Comeram até cansar e quando começou a escurecer eles ouviram um barulho diferente no fundo da caverna e descobriram mais um amigo, era Ari, o bem-te-vi. Ele tinha dormido lá dentro logo que a chuva começou e quando ele acordou e viu tudo escuro, se apavorou e quase machuca o bico de tanto tentar sair pelo lado errado, dando bicadas no fundo e provocando o barulho que havia chamado a atenção de nossos amigos.
Ari ficou muito contente quando conheceu melhor Jujuba, Lili e Sabrina e aceitou fazer parte da turma. Quando amanheceu, um sol lindo e brilhante convidava os amigos à brincar na beira do rio.
Foram todos fazer a maior bagunça jogando água uns nos outros quando viram algo estranho saindo da água:
Era Mané, o famoso jacaré que não tinha chulé e que nunca sabia de nada.
Mané brincou junto e ficou amigo também.
Comeram mais frutas que a Sabrina catava do alto das árvores e foi aí que o Jujuba teve uma idéia:
- Vamos morar comigo lá no alto da minha montanha?
Todos adoraram a idéia, Sabrina se enroscou numa árvore da outra margem do rio e se fez de cipó para que todos pudessem atravessar.
Mané apesar de ser jacaré e saber nadar, ficou com medo de atravessar e mordendo o rabo do leão que, por sua vez, estava se segurando na Sabrina ficou pendurado se arrastando metade na água e metade no ar.
- Vocês estão muito pesados, solta, Mané é um de cada vez- gritava a cobra.
- Solta meu rabo - gritava o leão.
- Só mais um pouquinho- resmungava Mané - entredentes.
Ari atravessou voando mesmo e Lili foi boiando do jeito que já tinha ido.
E assim, todos chegaram à margem oposta e seguiram, felizes, até a montanha do leão para mais aventuras e brincadeiras.
Fim
Sebo Dr. Anselmo, novembro de 2003
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