Diana é uma coelha bacana, que tem cara de banana e gosta de chupar cana. Neste blog você irá acompanhar as principais as aventuras de nossa amiga coelha e de outros animais e personagens. São histórias coti-Dianas! espero que goste da nossa querida que sempre segura sua margarida!
sábado, 20 de dezembro de 2014
O GAMBÁ BADUÁ
Era uma vez um carinha
Na verdade era um gambá
Nome estranho ele tinha
Era o Gambá Baduá
O Gambá viu a Arara
E logo se pôs a cismar
Um pensamento ele tinha
Só sonhava em namorar
“Arara moça bonita
De cores fortes a voar
Arara fica comigo
Que eu quero te namorar”
“Gambá, ó meu amigo
Eu aceito seu pedido
Mas te peço um favor
E não vá ficar sentido”
“Pois diga, sem decoro
Ó minha amada Arara
Só penso em nosso namoro
Com você serei o cara!
“Te namoro, meu pivete
Mas com uma condição
Só se for pela internet
Ao vivo, num quero não!”
O gambá saiu de lado,
Cabisbaixo, chateado
“Pela internet num dá!
Quem namora qué beijá”
Encontra então a raposa
E resolve arriscar:
“Ó minha linda senhora,
Você quer me namorar?”
A raposa mais sincera
Já foi logo respondendo:
“Namorar você, já era!
O senhor vive fedendo!”
Baduá não entendia
Aquilo que ocorria
Para ele seu aroma
Era bom e não fedia!
Saiu aborrecido
Mais cabisbaixo ainda
E foi então que avistou
Uma gamboa muito linda!
(agora apresentamos
Pra vocês a produtora
Que viu na internet
Que não existe gamboa
“Gamboa é vegetal
Da árvore do gambozeiro
Gambá fêmea é animal
Escrevendo assim é certeiro”
A escritora, teimosa
Não queria abrir mão
Da sua gamboa gambosa
Querida do coração
Mas como a ortografia
É assunto pra letrados
Pôs de lado a teimosia
E corrigiu seus estragos: )
Aquela gambazinha
Tinha nome e era Tilé
A galera toda zuava
Do seu cheiro de chulé
Tilé vinha andando
Olhando o chão, deprimida
Estava triste e lamentava
Os dissabores de sua vida
Lembrava de cada vez
Que tinha sido zuada
O poney, a vaca, o maltês
Apontando e dando risada
Andava sem rumo e sem gozo
Que quase passa sem notar
O nosso amigo gambozo
Encantado, à suspirar
Nisso sente um aroma
Tão profundo e tão gostoso
Levanta logo a cabeça
E vê um gambá formoso
Seu coração bate forte
Assim como o de Baduá
Que pensa: “Estou com sorte,
Acho que vou me apaixonar...”
Baduá se aproxima
Assim, morrendo de medo
“Ai, que linda menina!
Mas foge, tarde ou cedo!”
Tilé também tem receio
E pensa já temerosa:
“ Se eu encontrasse um meio
D’ele me achar cheirosa!”
Então como num sonho
Veio a voz em seu ouvido:
“Que cheiro almiscarado
Invade o meu sentido
Me sinto enfeitiçado”
Dizia Baduá, comovido.
“E esse perfume mágico
Que o senhor exala?”
Tilé se sentia nas nuvens
Sem, ar, perdendo a fala.
Foi então que perceberam
Que não tinham o que temer
Pois tudo o que esperavam
Acabara de acontecer!
E assim termina feliz
Essa olfativa história
Do casal de perfumados
Para sempre na memória!!
FIM
Chácara Cavalinho Pucareno, 16/05/11
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