Diana é uma coelha bacana, que tem cara de banana e gosta de chupar cana. Neste blog você irá acompanhar as principais as aventuras de nossa amiga coelha e de outros animais e personagens. São histórias coti-Dianas! espero que goste da nossa querida que sempre segura sua margarida!
sábado, 20 de dezembro de 2014
Nelas, Dri e o Tico-tico voador
Não se sabe ao certo se foi aquela tinta cor de baunilha amarelada ou se foi a insistência, a dedicação, a repetição infinita daquela brincadeira de colocar o tico-tico de ponta cabeça e girar o pedal como se fosse máquina de pipoca ou algodão doce, mas o fato é que o tico tico começou a voar!
Primeiro devagar, flutuando de leve, o que foi bom, pois deu tempo pras meninas se refazerem do susto, correrem pra dentro de casa, deixarem um bilhete “Já voltamos” pra Naza e pegarem um cachecol pra cada uma. Depois foi só segurar firme no guidão e lá foram elas pra cima do quintal, pra cima da rua Tiradentes, pra cima da Praça Barão, da Escola Zurita, onde faziam o pré-primário na sala da Dona Nadir Vanzetti . Dali de cima dava pra ver o pátio e as escadarias da escola! E continuaram voando, subindo, por cima de Araras, por cima de tudo!!
Lá no alto, bem pra cima do mundo, elas viram a terra e viram que era azul como aquele astronauta tinha falado há um ano... Viram planetas, cometas, estrelas nascendo e outras que já tinham explodido há milhões de anos, viram foguetes passando, naves espaciais girando!
Viram tanto que se cansaram de tanto ver, de tanto saber e resolveram fingir que não tinham visto nada e preferiram descer. O Tico desceu e logo que chegaram, as meninas deitaram com a cabeça em almofadas do chão da cabana de lençóis...
... que tínhamos constuído só pra nós e dormimos uma tarde inteira e sonhamos um monte de besteira, só pra carregar a cabeça de coisas outras, só pra suportar e diluir a intensidade, da emoção, do susto e da verdade que tinha sido a tal viagem de Tico-tico, acima e além da cidade!
(essa história foi inspirada em memórias de fatos e sonhos de infância do final dos anos 60 e início dos anos 70 da autora com sua melhoramiga Ana Helena Lourencini - hoje Assumpção na casa do Théo e da Nazareth, na Rua Tiradentes em Araras)
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