sábado, 20 de dezembro de 2014

MAFALDA, A GIRAFA ASTRONAUTA

Mafalda era uma girafa simpática, morava nas savanas da África rodeada pela família e pelos amigos e amigas girafas. O que ela mais gostava de fazer era esperar o por-do-sol e aí, quando já estava bem escuro, ficava vendo as estrelinhas acenderem uma a uma no céu para depois irem aumentando e diminuindo de tamanho, brilhando mais aqui, menos ali, num jogo de luzes e piscares. Virava seu pescoção para o alto e nem se importava se ficasse com um pouco de torcicolo, o que queria era observar as estrelas e os planetas. Sonhava poder visitar o céu e passear entre as estrelas na imensidão. Num dia, estava buscando umas árvores mais saborosas para comer os brotinhos das folhas, afastou-se do grupo distraída, e quando deu por si, estava numa clareira desconhecida e, no meio dela, quem diria! - uma nave espacial!!! Mafalda não acreditou no que via, se aproximou bem devagar à medida que percebia que não havia ninguém no interior da astronave. Acomodou-se na poltrona do comandante e ficou bem contente quando constatou que o teto era suficientemente alto para que seu pescoção de girafa coubesse com folga. Tinha diante de si um enorme painel de controle com vários botões pretos pequenos e um bem maior da cor vermelha. Nossa girafóidia não pensou duas vezes e apertou o botão bem forte com sua pata direita. As portas se fecharam e ela começou a ouvir um barulho muito estranho que foi aumentando até virar um estrondo que impulsionou a nave para cima em movimentos espirais provocando um pouco de náusea e tontura em nossa amiga. Mafalda apesar de pescoçuda, era muito esperta e, rapidamente, pegou a direção da nave a tempo, antes que esta se estatelasse no chão e lá foi ela, rompendo a estratosfera, céu afora, até que, passando por estrelas e planetas, chegou em Saturno e ficou encantada com os anéis. Viu no painel um botão verde e adivinhou sua função: apertando-o, fez com que a nave parasse bem em cima de um dos anéis que parecia um tobogã. Mafalda colocou um capacete e uma roupa de astronauta que encontrou por lá. Serviu direitinho e só seu pescoço ficou de fora, mas isso era um detalhe e ela nem se importava. Desceu correndo da nave e já caiu sentada, foi deslizando pelo anel girando, girando, girando, sem conseguir parar. Finalmente, cansada de tanto girar pelo anel de Saturno, teve a feliz idéia de se segurar no pé da escada da nave para poder brecar. Conseguiu!!! Mas teve que ficar uns minutinhos parada abraçada com a base da escada até que sua cabeça parasse de girar. Estava mais tonta do que na hora da subida da nave e pensou que seria bom poder seguir viagem novamente. Mal tinha decolado e já deu de cara com uma chuva de meteoros que vinham em sua direção, quase trombou com um grandão, mas conseguiu se livrar e programou a bússula eletrônica para seguir direto e reto em direção da terra. Afinal de contas, já estava bem cansada de tanta aventura, e pensou que, se ficar olhando o céu de lá debaixo não era tão divertido, pelo menos era bem mais seguro e esquentava o coração! FIM

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